Eu sou adepto de futebol. É um desporto mágico e o seu fascínio justifica a sua popularidade. Para os políticos funciona como uma atracção irresistível, pela aparente popularidade que pode proporcionar se se souber estar do lado certo.
Vem isto a propósito da recente decisão do primeiro-ministro em estar presente na Final da Liga dos Campeões em detrimento da inauguração, por si anunciada no dia 15 de Maio, da Cátedra José Saramago na UNAM, Universidade Nacional Autónoma do México, a maior universidade da américa latina que conta há vários anos com um considerável número de docentes e estudantes de Língua Portuguesa, repartidos pelos seus três campus. Em vez de tomar uma decisão que de alguma forma indiciasse visão política e estratégica, donde se vislumbrasse importância que a Língua Portuguesa assume na agenda política deste governo, o primeiro-ministro preferiu a saída fácil, populista, e foi ao futebol. Língua Portuguesa-0 Futebol-1.
A oposição mostrou o seu desagrado com vigor, mas o seu simbólico reparo ficou-se pelo desrespeito pelas instituições e pelas relações de estado e o primeiro-ministro agradecido, respondeu como melhor sabe, com técnicas de agitação e propaganda tão ao seu gosto.
Completamente ausente das críticas ficou a Língua Portuguesa e não poderia ser de outra maneira já que a falta de consciência linguística e cultural que grassam entre governo e oposição são de tal ordem, que foram incapazes de ver onde estava o problema porque simplesmente não o conseguem reconhecer quando o têm perante si, nem o sentem como tal. Assim, a oposição atacou a árvore e deixou a floresta sossegada. Língua Portuguesa-0 Futebol-2.
Com a decisão que tomou o primeiro-ministro, mostrou a todos o lugar que a língua portuguesa ocupa nas preocupações do governo.
Por ter abordado a escolha do primeiro-ministro sem colocar a questão na sua verdadeira essência, a oposição mostrou porque existe um consenso nacional sobre uma não-política de língua portuguesa no mundo e não existe uma visão estratégica nacional para lidar com esta questão. Parece que todos acabam por concordar que as "coisas" da língua e da cultura são interessantes para os floreados e festas mas só isso e para isso.
Língua Portuguesa-0 Futebol-3 e o jogo ainda não acabou. Neste campeonato parece que a Língua Portuguesa está condenada a jogar para não descer de divisão. Neste campeonato a língua portuguesa em vez de ser parceiro é adversário e como parece que não é muito do agrado do público, está condenada a sucessivas derrotas por falta de adeptos e, na maior parte das vezes, ao que parece, até pela falta de jogadores.
Vem isto a propósito da recente decisão do primeiro-ministro em estar presente na Final da Liga dos Campeões em detrimento da inauguração, por si anunciada no dia 15 de Maio, da Cátedra José Saramago na UNAM, Universidade Nacional Autónoma do México, a maior universidade da américa latina que conta há vários anos com um considerável número de docentes e estudantes de Língua Portuguesa, repartidos pelos seus três campus. Em vez de tomar uma decisão que de alguma forma indiciasse visão política e estratégica, donde se vislumbrasse importância que a Língua Portuguesa assume na agenda política deste governo, o primeiro-ministro preferiu a saída fácil, populista, e foi ao futebol. Língua Portuguesa-0 Futebol-1.
A oposição mostrou o seu desagrado com vigor, mas o seu simbólico reparo ficou-se pelo desrespeito pelas instituições e pelas relações de estado e o primeiro-ministro agradecido, respondeu como melhor sabe, com técnicas de agitação e propaganda tão ao seu gosto.
Completamente ausente das críticas ficou a Língua Portuguesa e não poderia ser de outra maneira já que a falta de consciência linguística e cultural que grassam entre governo e oposição são de tal ordem, que foram incapazes de ver onde estava o problema porque simplesmente não o conseguem reconhecer quando o têm perante si, nem o sentem como tal. Assim, a oposição atacou a árvore e deixou a floresta sossegada. Língua Portuguesa-0 Futebol-2.
Com a decisão que tomou o primeiro-ministro, mostrou a todos o lugar que a língua portuguesa ocupa nas preocupações do governo.
Por ter abordado a escolha do primeiro-ministro sem colocar a questão na sua verdadeira essência, a oposição mostrou porque existe um consenso nacional sobre uma não-política de língua portuguesa no mundo e não existe uma visão estratégica nacional para lidar com esta questão. Parece que todos acabam por concordar que as "coisas" da língua e da cultura são interessantes para os floreados e festas mas só isso e para isso.
Língua Portuguesa-0 Futebol-3 e o jogo ainda não acabou. Neste campeonato parece que a Língua Portuguesa está condenada a jogar para não descer de divisão. Neste campeonato a língua portuguesa em vez de ser parceiro é adversário e como parece que não é muito do agrado do público, está condenada a sucessivas derrotas por falta de adeptos e, na maior parte das vezes, ao que parece, até pela falta de jogadores.
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