segunda-feira, dezembro 09, 2013

O síndrome de Estocolmo

Este governo de passos curtos e grilhetas apertadas, como alguém já disse, sofre do síndrome de Estocolmo. O secretário de estado dos assuntos europeus vai à Grécia e fica conhecido como "o alemão". O novo conselheiro de Durão Barroso para os assuntos económicos da treta, o ex-ministro da finanças e fantasmagórico Gaspar, era conhecido na Irlanda como o ministro alemão e servente da troica. Não há dúvida de que estamos perante o famoso masoquismo de que Cavaco tanto falou. Eles adoram os que têm Portugal sob sequestro.
Um governo que acha que só há uma solução é porque não tem solução nenhuma. Um governo que acredita ou diz acreditar numa só solução é, acima de tudo, um problema. E Portugal não tem um governo, tem um problema. O síndrome de Estocolmo é uma condição clínica que não pode ser tratada em ambulatório.

segunda-feira, novembro 18, 2013

Um boy para Xavier

Assessor vai receber 3069 euros por mês. O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, nomeou um consultor de comunicação do PSD com uma remuneração equivalente à de um adjunto, ou seja, 3069,33 euros por mês.
De acordo com um despacho de Barreto Xavier publicado no passado dia 29 em Diário da República, o "técnico especialista, Mestre João Filipe Vintém Póvoas", tem 24 anos e apresenta como qualificação profissional três workshops no Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (Cenjor), um de Edição de Vídeo e Áudio Digital, outro em Apresentação de Diretos em Televisão e o terceiro em Atelier de Programas Televisivos.
Além desta nova contratação, Barreto Xavier tem ainda três adjuntos, sete técnicos especialistas, duas secretárias pessoais, um chefe de gabinete, dez técnicos administrativos, três técnicos auxiliares e três motoristas, todos pagos pelo Estado.
Não se pode dizer que o rapaz não tem vintém. A medida enquadra-se no esforço do governo de Passos Coelho para diminuir o desemprego jovem.

domingo, outubro 06, 2013

Coboiada em Oeiras (2)

O ex-xerife perdeu e os defensores da nova ordem que passa, não por colocar em cargos públicos gente de ética e moral duvidosa mas ainda não processada, arguida, julgada, condenada e transitada em julgado, mas por colocar no poder gente que apoia e se apoia em presidiários. Os eleitores são soberanos e manifestaram, pelo menos em Oeiras, que preferem os profissionais com experiência delituosa comprovada e condenada, a votarem em gente que ainda não foi capaz de, ainda que com potencial para alegadamente cometer ilegalidades, e de poder ser suspeitos de atentar contra a bem do povo, ainda nem conseguiram ter um processozito no Ministério Público e com isso ganhar um selo de garantia, uma espécie de ISO cela xyz, para o exercício de cargos políticos em Portugal. À atenção de futuros candidatos a cargos públicos.

sábado, setembro 21, 2013

Oeiras city: duelo ao pôr do Sol

As eleições autárquicas em Oeiras têm esta característica extraordinária: um ex-polícia candidato a presidente da Câmara e um atual presidiário candidato a presidente da Assembleia Municipal. Uma espécie de polícias contra condenados cumprir pena, uma coboiada a lembrar os tempos em que, no jardim do meu bairro, brincávamos aos polícias e ladrões. Não estamos na Rússia nem num qualquer país africano, ou numa república das bananas da américa central, é o que temos em portugal. Um portugal com letra bem minúscula a condizer com a total ausência de ética política, porque o tal ex-polícia, escritor de policiais, de novelas e comentador de TV, "abdicou" estrategicamente da Câmara a que presidia, para enfrentar o mau da fita no seu território, tipo "Sartana chega e mata". Temos, pois, um western spaghetti da linha. Só falta mesmo a direção de Sergio Leone.

sábado, março 30, 2013

PPD e a Constituição da República Portuguesa

O PPD é um partido anticonstituição. A primeira iniciativa que Passos Coelho tomou quando tomou posse como Presidente do PPD foi promover a revisão da Constituição pela mão de um... monárquico. Como não conseguiu alterar a Constituição da República, quando ganhou as eleições resolveu ignorá-la. O PPD tem um problema com a legalidade democrática e Constitucional da República Portuguesa.                              
A sua coerência é tal que promove, não um, mas dois Orçamentos de Estado que ignoram a Constituição sob a qual governa. Um, comprovadamente com matéria que o TC determinou que era inconstitucional, e agora, para 2013, insistiu na apresentação de medidas que geraram, até pelo mentor deste governo (que não teve outro remédio, depois de miseravelmente ter falhado em 2012, no seu papel de cumprir e fazer cumprir a Constituição sob a qual foi eleito, mas tal não é de admirar, a sua prática é sobejamente ilustrativa.) suspeitas de ilegalidade constitucional, que o TC decidirá se são ou não. Se se provar que o OE de 2013 contém medidas inconstituicionais, ficaremos perante um Governo da Nação relapso, reincidente, que ignora reiteradamente a Lei Fundamental da Nação. Estaremos perante um Governo que consabidamente e deliberadamente viola a Constituição sob a qual está obrigado a Governar. Se se confirmar que o OE 2013 contém normas ou disposições inconstitucionais estaremos perante um Governo fora da lei. Um Governo que não pode deixar de ser considerado ilegítimo à luz da Lei mãe das leis da Nação. O Artigo 21 da Constituição da República Portuguesa não pode deixar de ser invocado como forma última de resistência a um Governo antinacional, a um governo de lesa Pátria, de um Governo anti Portugal.