domingo, junho 19, 2011

Os verdadeiros portugueses chegam ao poder

Parece que houve gente que passou boa parte dos noticiários e entrevistas a dizer que o Governo cessante era péssimo e deu cabo da economia, gente excelente a fazer diagnósticos e a dizer o que era preciso fazer, a tirar do bolso as soluções que eles, os que são magos da economia e que espetavam o dedo nas feridas económicas do Governo anterior e que tinham todas as soluções no bolso das calças prontinho a sair, mas que depois não tiveram a coragem de dar o passo à frente e aceitar ser ministros, executar as suas brilhantes ideias. Mas não, afinal há mais Antónios Barretos, neste país, sabem tudo mas não estão disponíveis para ir para a cara do touro.
Vítor Bento parece ter sido um desses, que os Gatos Fedorentos celebrizaram: Falam, falam mas não dizem nada, e pior, não fazem nada, nadinha, népia, não sabem afinal nada. Destes magos, apenas Nuno Crato foi incapaz de resistir e deu o passo em frente. Vamos ter oportunidade de ver ao menos um dos magníficos televisivos. A ver vamos. Estou expectante para o ver lidar com aquelas direções-gerais, que minam qualquer ideia séria em Portugal sobre educação. Quero vê-lo a lidar com um ex-ministério da Ciência e Ensino Superior que se tinha libertado do jugo daquela massa informe e lamacenta que é a máquina do Ministério da Educação.
Espero que o Ministro das Finanças consiga ser mais do que a correia de transmissão do lugar de onde vem. Portugal merece mais do que um mero comissário político da Comissão Europeia e, bem mais grave, uma extensão da Chanceler Merkel e do tacão alto do Sarkozy.

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