Há mistérios absolutamente inexpugnáveis.
Simonetta Luz Afonso aparece como número um na lista para a Assembleia Municipal de Lisboa. Francamente, ver a sua cara sistematicamente sisuda atrás de António Costa, numa tristemente denominada "arruada" ou com o seu ar de enfado e de quem está a fazer um frete na mesa, durante o jantar comício, ou coisa semelhante, em que aparece nas imagens televisivas mais uma vez ao lado do candidato do PS a bater palmas a reboque, não me parece que augure nada de bom naquela Assembleia, nem ao necessário diálogo que quase inevitavelmente vai ter de estabelecer com os outros deputados municipais (já para não falar das sessões em que o povo de Lisboa se faça apresentar para as discussões públicas). Enfim, António Costa deve ter pensado bem nisto quando meteu uma pessoa com o perfil de Simonetta Luz Afonso como candidata naquela posição. Mas com aquela disposição tão ostensiva e indisfarçável, não me parece que seja uma mais-valia para a recolha de votos de que a coligação liderada por António Costa tanto precisa para derrotar a direita.
A atual, antes reformada, que voltou ao lugar de Presidente do Instituto Camões, ao que afirmou o Ministro da tutela, para tratar da Lei Orgânica do Instituto, recentemente publicada - talvez pelas suas qualidades de jurista e pela sua visão sobre a promoção da cultura portuguesa no mundo na sua qualidade de gestora cultural -, não se percebe se já abandonou funções, se não o fez ainda. Certo é que não estará a cuidar das petúnias nem da sua horta. Em tempos queria tratar de uma qualquer igreja perdida em Sintra ou pela serra, não se percebe porque não o faz, preferindo a Assembleia Municipal ao justo retiro da reforma, prefere o Conselho Geral de uma Universidade vetusta, vá-se lá perceber porque se escrevem cartas de despedida. É uma partida, coisa de brincadeirinha, primeiro escreve a cartinha, depois volta e o adeus passa a até já.
2 comentários:
Ora aí está uma grande esperança para todos os detentores de uma licencitura e de uma pós-graduação neste país: Chegar directamente a catedrático.
M.Silva, mereci cada chamada de atenção que fez no meu blog, porque não pesquisei o suficiente para falar sobre o assunto. Me perdoe, sinceramente, pela falha, pois acabei falando inverdades sobre o Acordo, no que diz respeito ao seu cumprimento em Portugal. E eu adoro essa terra, esse povo. Aprendi a lição e vou procurar não achar que sei tudo sobre um assunto que na verdade eu não domino. Coloquei no meu blog e publicarei, como fiz com o outro artigo, uma retificação daquele texto.
Abraço do Amorim
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