Ficou provado pelas gravações televisivas que Manuela Ferreira Leite e a Língua Portuguesa têm uma relação difícil. Há até quem diga que Manuela Ferreira Leite ataca os Cabo-Verdianos e os Ucranianos nas obras públicas porque estes imigrantes conseguem atingir um nível de proficiência linguística em Português muito superior à líder do PiSD num piqueno período de tempo coisa que ela não conseguiu até hoje tendo passado pelos bancos da escola, sendo depois professora universitária (e não me venham dizer que uma professora de economia está isenta de fazer as concordâncias de singular/plural ou masculino/feminino), Ministra da Economia e por aí fora. Até corre o boato maledicente de que terá sido Ministra da Educação de Portugal.
Pensar que esta Senhora Manuela Ferreira Leite, que é um péssimo exemplo de utilizador da Língua portuguesa, que, pelos vistos, nada faz para se corrigir, pode, se chegar a primeiro-ministro, vir a ser responsável pela difusão da Língua Portuguesa no estrangeiro, através do Instituto Camões. Quem é que o MNE, caso tal venha a suceder, irá nomear para Presidente do Instituto Camões? O Tino de Rãs, para provar que também coloca pessoas da oposição? Algum dos intervenientes no Programa da RTP "A liga dos últimos"?
Como é que uma pessoa que nem se sabe expressar corretamente e não percebe que fala mal, que pontapeia a gramática portuguesa de forma selvática, vai perceber a necessidade de haver uma política de Língua?
Manuela Ferreira Leite afirma que Portugal vive no medo e na asfixia democrática. Eu estou com medo confesso, estou mesmo com muito medo de que a asfixiadora da gramática da Língua Portuguesa possa ganhar, pois sei que o que espera Portugal é o medo de ser apanhado a falar Português corretamente e de, por isso, ser acusado de deixar ficar mal visto o primeiro-ministro. Tenho medo de que venhamos a viver um período de asfixia linguística, de medo gramatical, de perseguição aos que insistam em continuar a aplicar as regras de concordância que regem a nossa língua.
Tenho medo que venhamos a ser forçados a aprender o pidgin Leitês e que tenhamos de fazer uma reforma sintática da norma padrão da Língua Portuguesa que não será facilmente aceite pelo Brasil ou pelos membros da CPLP, podendo Portugal, no limite, correr sério risco de ser expulso daquela organização por já não cumprir um dos requisitos estatutários principais: ser um país de língua portuguesa.
Sem comentários:
Enviar um comentário