quarta-feira, outubro 15, 2014

Suportar ou não suportar eis a questão

Dia 11 de julho diz passos coelho: "Os contribuintes portugueses não serão chamados a suportar perdas privadas"
Dia 4 de agosto, vem da parte da ministra e diz "o Governo, através do Ministério das Finanças, afirmou que os contribuintes não terão de suportar os custos relacionados com o financiamento do BES e a Comissão Europeia anunciou aprovar solução, que está em linha com as regras de ajuda da União Europeia."
A 8 de outubro a mesmíssima ministra das finanças "mais de um mês depois de ter apresentado a resolução do BES como a melhor solução por não representar "qualquer risco" para os contribuintes, a ministra das Finanças reconheceu esta quarta-feira, no Parlamento, o óbvio, afinal pode haver custos para os contribuintes.
Passos, Maria Luís, Costa e Cavaco: todos garantiram que não havia custos para contribuintes com resgate do BES.
A 8 de outubro Passos Coelho diz: Pode haver encargos por causa da participação da CGD no fundo de resolução, explicou o primeiro-ministro em linha com as declarações da ministra Maria Luís no Parlamento, esta quarta-feira. Mas a opção tomada para o BES foi a melhor possível, frisou Passos. 
A 15 do agosto Cavaco discorda de Passos e Maria Luís.
A 14 de outubro passos coelho volta a achar que os portugueses podem vir a pagar mas "indiretamente". 
E é assim que eles se entretêm a gozar com a malta. Acham mole carregam. O pessoal já aguentou tanto dislate e tanto pé na garganta, que o desrespeito passou a ser a forma de tratamento normal entre o Governo e os portugueses.
Mas o que interessa é que Cristiano Ronaldo marcou no último minuto. E depois, o que é que a gente pode fazer? diz o eunuco ao capado. A canga de 48 anos ainda serve passados 40 anos. Ajusta-se como se fosse nova. Os portugueses vestiram-na outra vez há 3 anos e não querem outra coisa. É por isso que eles conhecem o significado da palavra saudade.

segunda-feira, outubro 06, 2014

5 de outubro

O discurso de António Costa, foi um prestar de contar autárquico. uma apresentação de um relatório de atividades. A imprensa só conseguiu ler o regresso dos feriados. Engraçado o que esta comunicação consegue ler.
O discurso do presidente da república, hã? A culpa da crise democrática é da qualidade dos que exercem funções públicas? Cavaco viu-se ao espelho? Fantástico. O discurso foi apenas um episódio vago, difuso, pobre, errático, com leituras abusivas de um inquérito que ele leu quiçá num rider's digest. Foi mau demais... para variar.
Os comentários da Teresa Caeiro "tadinha"... mete pena. a coitadinha.

quarta-feira, outubro 01, 2014

Costa e a pressão sobre a sua continuidade na câmara de Lisboa

Ontem tive uma sensação de déjà vu, antoniano. Com tanta insistência dos jornalistas a querer saber a data em que António Costa deixaria a Câmara de Lisboa, senti que uma frase assassina lhe ia saltando da boca para fora. Mas não aconteceu. António Costa resistiu, conteve a frase e disse "Não há nada a clarificar. O meu mandato na câmara municipal é até 2017, não creio que tenha acontecido alguma coisa que tenha constituído um impedimento para este mandato”. Mas por momentos quase se adivinhou um "Qual é pressa, hã? Qual é a pressa?". Costa passou exemplarmente a primeira rasteira da pressão jornalística.