quarta-feira, janeiro 01, 2014

Comunicado da Associação Nacional dos Amigos das Cagarras

O presidente das cagarras disse que o futuro é brilhante. As vacas são felizes, O presidente continua a não ganhar o salário mínimo nacional, os membros do governo também não. As pessoas, ao contrário das vacas e das cagarras continuam a emigrar. Maria cagarra continua a fazer coleção de presépios e a falar do que não sente na pele: as dificuldades dos portugueses. Finalmente, ao longo de 2013 percebemos o que Passos Coelho quis dizer quando proferiu a célebre frase "que se lixem as eleições", para além do tom formal e elevado da expressão camoniana "que se lixem", ficamos a perceber que foi um lapsus linguae, desculpem o vernáculo ordinário do latim, ele queria afinal dizer "que se lixem os eleitores" - sim, os eunucos que não vão votar também estão incluídos nesta assertiva afirmação -. Mas 2014 é ano de esperança. As cagarras continuam a ser anilhadas e não haverá cagarra que não possa dizer que não levou a anilha, e as vacas continuarão a sorrir para os cavacos que encontram pelo seu caminho entre as ervas, os fardos de palha e a ração. As pessoas essas, são umas ingratas. Gepeto fez um boneco falante a partir de um pedaço de madeira, chamou-lhe Pinóquio. Tinha um problema: mentia e crescia-lhe o nariz, mas parece que o crescer do nariz não constitui um efeito inevitável nos pedaços de madeira, que qualquer dicionário da língua portuguesa identifica como cavaco. Para fazer o discurso que Cavaco fez é preciso ter cara de pau e isso está garantido, fazendo jus ao nome.

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