Mais uma vez António José Seguro, ficou aquém. Faltou-lhe, como sempre, o golpe de asa, um pouco mais de azul, foi o cadáver adiado. Não basta dizer que Pedro Passos Coelho e sua corte a compasso (é a única novidade deste PPD, o de estar minado pela "música" de mozart "opus" 49), não se refere e não se dirige aos desempregados. É preciso ir mais além e dizer que o faz porque ao ignorar os desempregados está a afirmar a sua incompetência em matéria de emprego, não tem soluções para o crescimento económico, está refém de outros mozarts tão caninos como os que agora foram apanhados de rabo de fora, mas bem mais ferozes, quer lhe chamem tróica, triunvirato, trio, ou o bando dos três.
Este Governo continua a provar que não tem ideias próprias, só tem as ideias que os outros lhes impõem. Como são apenas recetadores de ideias alheias não as sabem compreender, são como os que lêm a bíblia e a interpretam literalmente como os criacionistas americanos, a ignorância também se alimenta da superficialidade dos apressados, dos que acham que as soluções não precisam de tempo para ser assimiladas, compreendidas e interpretadas.
Para Pedro Passos Coelho a vida é simples, os outros dizem, ele faz. Como ainda ninguém lhe disse (impôs) como se cria emprego como forma de sair da crise e a história não dá lições, nem serve como forma de aprendizagem, ele e os seus Álvaros e contabilistas à moda do Tio Patinhas como o primo Louçã das finanças, para quem no cortar é que está o ganho, ele, Pedro Passos Coelho vê nos desempregados um impecilho, algo que é uma sobra do sistema. Para Pedro Passos Coelho, os desempregados cheiram mal da boca, vestem mal e sujam as ruas com a sua ociosidade. A culpa é deles que preferem "sacar" dinheiro ao (seu) Estado e desequilibram as contas. Se pudesse, Pedro Passos Coelho escondia-os a todos (emigração, será caso?), como uma família preconceituosa, esconde o seu filho deficiente, que lhes estraga a estirpe.