Afinal enganei-me. Estive a ouvir o discurso de Manuel Alegre na SIC Notícias, em directo, como se de uma coisa importante se tratasse e Manuel Alegre, tristemente, mostrou algo que eu pensava que ele nunca faria. Mas fez. Seguiu o caminho populista, rasteiro, da rua e dos que querem que nada mude na educação e entre os professores.
Manuel Alegre colocou-se ao lado da mediocridade e dos que não querem ser avaliados mas ganham muito mais do que a esmagadora maioria dos portugueses que todos os dias são avaliados e que ganham sete a oito vezes menos do que os professores instalados no 9.º escalão ou mais, e que, ao contrário dos professores anti-avaliação que pertencem ao quadro das escolas onde estão quentinhos e ao abrigo do desemprego, convivem com contratos precários, a recibos verdes e são avaliados pelo pior dos avaliadores: um patrão que os explora e os pode pôr na rua logo que a avaliação diária deixar de agradar.
Manuel Alegre defendeu um igualitarismo medíocre, escudado em dirigentes sindicais que apenas defendem os incompetentes. Se isso é ser de esquerda, não é a esquerda dos trabalhadores é a esquerda dos preguiçosos.
Manuel Alegre defendeu um igualitarismo medíocre, escudado em dirigentes sindicais que apenas defendem os incompetentes. Se isso é ser de esquerda, não é a esquerda dos trabalhadores é a esquerda dos preguiçosos.