quinta-feira, agosto 14, 2014

Votar no melhor

Por uma vez em alguns anos, gostava de, convictamente, votar em alguém que eu percebe-se que não me está a dar beijinhos a bebés ranhosos. Que tem, de facto, ideias para além do discurso inflamado de meia dúzia de frases bem soantes. Gostava. Mas quanto mais leio e oiço mais me parece que a diferença está só na forma de sentar na cadeira. E digo-o com mágoa. Mágoa política claro. Um, teve 3 anos para me aborrecer, entediar, e ver que dali era mesmo só período de transição. Ouvir e aguentar até passar. O outro parece que ainda não percebeu que o discurso da Quadratura do Círculo, só serve mesmo para isso. Que o Homem Político tem de ter a dimensão da verdade e de um combate incessante contra o lugar comum. António Costa, um político enquanto fala não escuta. E é preciso saber escutar para  dizer o absolutamente necessário. Empolgamentos de feira não governam nações.